Você sabia?
Como funciona
#A regra por trás do resultado, explicada para quem quer entender a conta, conferir antes de usar ou aplicar no próprio trabalho.
O gerador de RENAVAM monta códigos que passam na conferência do dígito verificador, no formato atual de 11 dígitos ou no antigo de 9. A aba Validar aceita as duas formas, completa o número antigo com zeros à esquerda e diz se a conta fecha. Tudo acontece no seu navegador.
O que é o RENAVAM
O Registro Nacional de Veículos Automotores é o cadastro federal de veículos, e o código RENAVAM é o número único que identifica cada veículo nele. Ele aparece no CRV e no CRLV, hoje digital, e é pedido em consulta de multas, licenciamento, transferência, seguro e financiamento.
Desde 1º de abril de 2013 o código tem 11 dígitos. A Portaria DENATRAN 27/2013 fez a mudança porque a série de 9 dígitos estava se esgotando, e o próprio Denatran avisou que os números antigos ganhariam zeros à esquerda sem mudar de valor. Um código antigo como 123456789 é, no formato atual, 00123456789.
A conta do dígito verificador
A portaria diz que o código tem dez dígitos e um verificador “calculado através do módulo 11, peso 9”, sem detalhar a sequência de pesos. A ferramenta segue o procedimento publicado em descrições técnicas e implementações de referência, conferido contra códigos de exemplo divulgados por essas fontes.
Os dez primeiros dígitos são multiplicados, da esquerda para a direita, por 3, 2, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3 e 2, e os produtos são somados. A soma é multiplicada por 10 e dividida por 11. O resto é o dígito verificador. Se o resto for 10, o dígito é 0.
Essa forma é equivalente à mais comum nos manuais de módulo 11, em que o dígito é 11 menos o resto da soma por 11, com 10 e 11 virando 0. Multiplicar por 10 antes de dividir só evita a subtração.
Exemplo com o código 77338872602: os produtos são 21, 14, 27, 24, 56, 48, 35, 8, 18 e 0, que somam 251. Vezes 10 dá 2510, cujo resto por 11 é 2, que é o último dígito. Para o número antigo 123456789, completado como 00123456789, a soma dá 156, vezes 10 é 1560, e o resto por 11 é 9.
O que a validação responde
A conferência é matemática e não consulta o Denatran nem o Detran. Ela diz se o código é bem formado, não se ele existe ou a que veículo pertence. Para dados do veículo, multas e licenciamento, use o serviço do Detran do seu estado ou a Carteira Digital de Trânsito.
Uso honesto e o que a lei diz
Os códigos gerados servem para testar formulários, cargas de homologação e integrações de sistemas de frota, seguro e despachante sem usar o registro de um veículo real. Usar um código gerado para obter vantagem, abrir cadastro em nome de terceiro ou enganar um sistema é crime. O artigo 171 do Código Penal pune o estelionato, que é obter vantagem ilícita induzindo alguém em erro, com reclusão de um a cinco anos e multa. O artigo 299 pune a falsidade ideológica, que é inserir declaração falsa em documento público ou particular, com reclusão de um a cinco anos e multa quando o documento é público.
Onde os códigos são gerados
Tudo acontece no seu navegador, com o gerador aleatório criptográfico que ele já tem. Nenhum código é enviado a servidor.
Exemplos
#Testar o cadastro de veículos de um sistema de frota
Gere 50 códigos de 11 dígitos e use na carga de homologação. Como todos passam na conferência do dígito, o sistema não vai barrar nenhum por erro de formato.
Conferir se um sistema aceita o formato antigo
Ligue o formato antigo de 9 dígitos, gere alguns códigos e cole no campo. Um sistema atualizado completa com zeros à esquerda e aceita os dois formatos.
Conferir um código digitado do documento
Abra a aba Validar, digite os 11 dígitos do CRLV e veja se a conta fecha. Se o documento for antigo, ligue a opção de 9 dígitos e a ferramenta completa o número.