Você sabia?
Como funciona
#A regra por trás do resultado, explicada para quem quer entender a conta, conferir antes de usar ou aplicar no próprio trabalho.
Comprimir PDF é um problema com duas respostas muito diferentes, e a ferramenta oferece as duas na ordem certa: primeiro a que não estraga nada, depois a que resolve de verdade quando a primeira não basta.
Modo leve, sem perda
Um PDF é um conjunto de objetos com um índice. Muitos geradores escrevem esse conjunto de forma folgada, com cada objeto separado e metadados que ninguém pede.
O modo leve regrava o arquivo usando fluxos de objeto, que agrupam e comprimem a estrutura, e apaga autor, título, assunto e programa de origem. Nenhuma imagem é recomprimida, nenhuma fonte é alterada e o texto continua selecionável.
A economia varia de nada a algo em torno de trinta por cento, dependendo de como o arquivo foi escrito. Se o programa de origem já fazia isso, não há folga, e a ferramenta diz isso em vez de entregar um arquivo do mesmo tamanho.
O apagamento dos metadados tem um valor próprio, independente do tamanho: eles frequentemente carregam o nome de quem criou o documento e o programa usado, informação que costuma viajar junto sem ninguém notar.
Modo forte, com perda
Cada página é desenhada em uma imagem, na resolução do preset escolhido, e um PDF novo é montado com essas imagens.
A redução é grande, especialmente em documentos digitalizados. O custo é real e precisa ser dito com clareza: o texto deixa de ser texto. Não dá mais para selecionar, copiar ou buscar, e leitor de tela não lê o conteúdo.
| Preset | Para quê |
|---|---|
| Boa qualidade | Quando o arquivo será lido na tela e a nitidez importa |
| Equilíbrio | A escolha da maioria |
| Máxima compressão | Quando o limite é apertado e o arquivo será só visualizado |
O que realmente pesa em um PDF
Quase sempre imagem, e quase sempre digitalização.
Um contrato de dez páginas em texto puro raramente passa de um megabyte. O mesmo contrato escaneado a 600 pontos por polegada, em cores, pode passar de cinquenta. A diferença não está no conteúdo, está em quantos pixels foram guardados para representar a mesma folha.
Por isso o modo forte funciona tão bem em documento escaneado e tão pouco em documento gerado por computador: no primeiro, há muito pixel redundante para descartar; no segundo, transformar texto nítido em imagem quase sempre piora.
Sobre limites de upload
Não existe um limite único no Brasil. Cada sistema define o seu, e os valores comuns ficam entre 1 MB e 5 MB por arquivo.
A recomendação prática é olhar a tela de envio antes de comprimir. Saber o alvo evita duas coisas: comprimir de menos e ter que refazer, e comprimir demais, deixando o documento pior do que precisava ficar.
Exemplos
#Caber no limite de um upload
Comece pelo modo leve. Se não bastar, o modo forte costuma reduzir bastante, ao custo de o texto virar imagem.
Enviar por e-mail
Anexos costumam esbarrar em limites de alguns megabytes. Um PDF de digitalização quase sempre cabe depois do modo forte.
Remover metadados antes de compartilhar
O modo leve apaga autor, título e programa de origem, que muitas vezes carregam o nome de quem criou o arquivo.