Você sabia?
Como funciona
#A regra por trás do resultado, explicada para quem quer entender a conta, conferir antes de usar ou aplicar no próprio trabalho.
O gerador de PIS monta números de PIS, PASEP, NIS ou NIT que passam na conferência do dígito verificador, a mesma conta que o eSocial, a folha de pagamento e os cadastros bancários fazem antes de aceitar o número. A aba Validar faz o caminho inverso: recebe um número, diz se ele fecha a conta e, quando não fecha, explica por quê.
Quatro nomes para o mesmo número
PIS, PASEP, NIS e NIT são o mesmo registro de onze dígitos, visto por órgãos diferentes. A Caixa chama de NIS o número que ela atribui a quem pode receber benefício social. Quando a pessoa é contratada com carteira assinada, esse número passa a ser tratado como PIS. Servidor público recebe o PASEP, gerido pelo Banco do Brasil. O NIT é o número que o INSS dá a quem contribui por conta própria, como autônomo, empregado doméstico ou segurado facultativo. O número aparece na carteira de trabalho digital, no cartão cidadão, no extrato do FGTS e no aplicativo Meu INSS.
A conta do dígito verificador
Os dez primeiros dígitos são a base, e o décimo primeiro deriva deles. Cada dígito da base é multiplicado por um peso, na ordem 3, 2, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3 e 2, e os produtos são somados. Divide-se a soma por 11 e olha-se o resto. Se o resto for 0 ou 1, o dígito verificador é 0. Nos demais casos, o dígito é 11 menos o resto.
Exemplo com a base 1204567897: os produtos são 3, 4, 0, 32, 35, 36, 35, 32, 27 e 14, que somam 218. O resto de 218 por 11 é 9, e 11 menos 9 dá 2. O número completo é 120.45678.97-2.
Não encontramos essa regra publicada em página da Caixa, do INSS ou do gov.br. Ela é a regra que os sistemas que leem o número aplicam, e é a que a ferramenta segue.
O que a ferramenta confere e o que ela não confere
Validar aqui significa só que o número é bem formado. A ferramenta não consulta a Caixa nem o INSS e não sabe se o número foi atribuído a alguém. Para saber se um PIS existe e a quem pertence, use a Consulta Qualificação Cadastral do eSocial ou o Meu INSS.
Uso honesto e o que a lei diz
Os números gerados servem para testar formulários, máscaras de campo, importações de planilha e bases de homologação sem usar o documento de uma pessoa real. Usar um número gerado para sacar abono, obter benefício, abrir cadastro ou se passar por outra pessoa é crime. O artigo 171 do Código Penal pune o estelionato, que é obter vantagem ilícita induzindo alguém em erro, com reclusão de um a cinco anos e multa. O artigo 299 pune a falsidade ideológica, que é inserir declaração falsa em documento público ou particular, com reclusão de um a cinco anos e multa quando o documento é público.
Onde os números são gerados
Tudo acontece no seu navegador, com o gerador aleatório criptográfico que ele já tem. Nenhum número é enviado a servidor.
Exemplos
#Testar o campo de PIS de um cadastro
Gere 10 números com pontuação e cole um a um no formulário para conferir se a máscara aceita o formato 000.00000.00-0 e se a validação do sistema deixa passar.
Popular uma base de homologação do eSocial
Gere 50 números sem pontuação e use na carga de teste. Como todos passam na conferência do dígito, o sistema não vai barrar nenhum por erro de formato.
Conferir um número recebido em planilha
Abra a aba Validar e digite o número. Se ele não fechar a conta, a mensagem diz o motivo: tamanho errado, caractere que não é número ou dígito verificador trocado.