Você sabia?
Como funciona
#A regra por trás do resultado, explicada para quem quer entender a conta, conferir antes de usar ou aplicar no próprio trabalho.
O validador de boleto lê a linha digitável ou o código de barras, confere cada dígito verificador e mostra o que está codificado ali: banco, moeda, vencimento e valor no boleto bancário, ou segmento e valor no boleto de arrecadação. A conferência é a mesma que o aplicativo do banco faz antes de aceitar a digitação.
Os 44 dígitos do código de barras
No boleto bancário, definido pela FEBRABAN na Convenção da Cobrança, o código de barras tem 44 posições: três para o código do banco, uma para a moeda, que é 9 para o real, uma para o dígito verificador geral, quatro para o fator de vencimento, dez para o valor em centavos e vinte e cinco para o campo livre, onde cada banco guarda agência, carteira e nosso número.
O dígito geral é calculado por módulo 11 sobre os outros 43: cada dígito é multiplicado por um peso de 2 a 9, da direita para a esquerda, os produtos são somados e o dígito é 11 menos o resto da divisão por 11. Quando essa conta dá 0, 10 ou 11, o dígito é 1.
A linha digitável e os campos
A linha digitável reorganiza o código em cinco campos. O primeiro junta banco, moeda e o início do campo livre; o segundo e o terceiro trazem o resto do campo livre; o quarto é o dígito geral sozinho; o quinto traz fator e valor. Os três primeiros campos ganham um dígito próprio por módulo 10: pesos 2 e 1 alternados da direita para a esquerda, soma dos algarismos de cada produto, e o dígito é o que falta para a próxima dezena. É esse dígito que a ferramenta aponta quando diz em qual campo a digitação falhou.
Fator de vencimento
O fator conta os dias desde 7 de outubro de 1997, e por isso 3 de julho de 2000 recebeu o número 1000. Em 21 de fevereiro de 2025 a contagem chegou ao limite de 9999 e, por decisão da FEBRABAN comunicada aos bancos, recomeçou em 1000 no dia 22 de fevereiro de 2025. O mesmo fator pode assim indicar duas datas, uma em cada contagem, e a ferramenta mostra a mais próxima de hoje e avisa qual seria a outra.
Boletos de arrecadação
Contas de água, luz, telefone, tributos e multas seguem o Layout Padrão de Arrecadação. O código de barras começa com 8, o segundo dígito é o segmento (1 prefeituras, 2 saneamento, 3 energia e gás, 4 telecomunicações, 5 órgãos governamentais, 6 carnês, 7 multas de trânsito, 9 uso do banco) e o terceiro indica se o valor é efetivo ou de referência e qual módulo calcula o dígito: 6 e 7 usam módulo 10, 8 e 9 usam módulo 11. A linha digitável tem quatro blocos de onze dígitos, cada um com o próprio verificador, num total de 48.
O que a conferência não prova
Dígito certo significa que o número foi transcrito sem erro, não que a cobrança é legítima. Um boleto adulterado por golpista fecha a conta do mesmo jeito, porque o campo livre e o banco foram trocados de forma consistente. Antes de pagar, confira no aplicativo do banco se o nome do beneficiário é de quem está cobrando e se valor e vencimento batem com o documento. Tudo roda no seu navegador e nada é enviado a servidor nenhum.
Exemplos
#Conferir um boleto recebido por e-mail
Cole a linha digitável que veio na mensagem. A ferramenta mostra o banco, o vencimento e o valor lidos do código. Se algum deles não bater com o que está impresso, não pague antes de falar com quem cobrou.
Digitar um boleto com o código de barras danificado
Quando o leitor não consegue ler as barras, digite os 47 dígitos da linha. Se um número sair errado, a ferramenta diz em qual dos campos o dígito verificador não fechou, o que encurta a busca.
Ler uma conta de luz ou um tributo
Boletos de concessionárias e de prefeituras têm 48 dígitos e começam com 8. A ferramenta identifica o segmento, o valor e se o dígito foi calculado por módulo 10 ou 11.