Você sabia?
Como funciona
#A regra por trás do resultado, explicada para quem quer entender a conta, conferir antes de usar ou aplicar no próprio trabalho.
NF-e, NFC-e e CT-e são arquivos XML assinados e autorizados pela SEFAZ. O PDF com código de barras que circula por e-mail é só a representação impressa de cada um: o DANFE para as notas e o DACTE para o conhecimento de transporte. Esta ferramenta reconhece o tipo de cada arquivo, mostra o que ele contém e monta o PDF no leiaute dos manuais oficiais.
O que tem dentro do XML
O arquivo autorizado junta o documento e o protocolo da SEFAZ. Na NF-e, cada bloco tem
nome fixo: ide identifica a nota, emit e dest são emitente e destinatário, cada
det é um item com seus impostos, total soma tudo, transp descreve o frete, cobr
traz as duplicatas e pag as formas de pagamento. A NFC-e, modelo 65, usa o mesmo
leiaute da NF-e, modelo 55. O CT-e, modelo 57, tem os seus: vPrest com os componentes
do frete, infCarga com a carga e infDoc com as notas transportadas.
A chave de acesso
São 44 caracteres: UF, ano e mês da emissão, CNPJ do emitente, modelo, série, número, forma de emissão, código numérico e o dígito verificador, calculado pelo módulo 11. A ferramenta refaz a conta e avisa quando a chave não confere.
Com o CNPJ alfanumérico, a chave pode trazer letras. O código de barras CODE-128C só aceita números, então segue o modelo híbrido da Nota Técnica Conjunta 2025.001, que alterna para o CODE-128A nas letras.
Como cada PDF é montado
DANFE. O Anexo II do manual da NF-e define posição, tamanho e fonte de cada campo em A4. Itens que não cabem continuam em folhas adicionais que repetem o cabeçalho. O manual proíbe imprimir o que não está no arquivo, por isso um XML sem protocolo sai com esse aviso no campo, e uma nota de homologação sai com a marca “SEM VALOR FISCAL”.
DANFE NFC-e. Um cupom de 80 mm com as divisões do manual da NFC-e: cabeçalho, itens, totais, formas de pagamento, consulta pela chave, consumidor, protocolo e QR Code. O XML traz só o código do meio de pagamento, traduzido pela tabela oficial: 01 é dinheiro, 03 cartão de crédito, 17 PIX dinâmico. O conteúdo do QR Code já vem no arquivo, e a ferramenta só o desenha, acima do tamanho mínimo de 25 mm.
DACTE. O modelo rodoviário do manual do CT-e, com remetente, destinatário, tomador,
carga, componentes do valor, impostos e documentos originários. Quando o grupo toma3
só informa o papel de quem paga o frete, a ferramenta busca os dados na parte
correspondente, como o manual manda.
Reforma tributária
O leiaute da NF-e tem grupos para IBS, CBS e Imposto Seletivo, e o do CT-e para IBS e CBS. Os manuais do DANFE e do DACTE ainda não têm campo para eles, então os valores entram nas informações adicionais do DANFE e numa linha própria do DACTE, e o resumo da tela mostra cada um separado.
Exemplos
#Conferir uma nota recebida
Abra o XML que o fornecedor mandou e confira CNPJ, itens, CFOP e valores antes de lançar a entrada.
Fechamento do mês
Coloque os XML do período em um ZIP, envie de uma vez e baixe todos os DANFE e DACTE juntos.
Conferir o frete cobrado
Abra o XML do CT-e e compare os componentes do valor da prestação com a cotação da transportadora.