Você sabia?
Como funciona
#A regra por trás do resultado, explicada para quem quer entender a conta, conferir antes de usar ou aplicar no próprio trabalho.
O gerador de inscrição estadual monta números que fecham a conta do dígito verificador de cada estado, para quem precisa testar cadastro de fornecedores, importação de planilha ou emissão de nota sem usar a inscrição de uma empresa real. A aba Validar faz o caminho inverso: recebe um número, aplica a regra do estado escolhido e diz por que ele não confere.
O que é a inscrição estadual
A inscrição estadual identifica o contribuinte do ICMS no cadastro da Secretaria da Fazenda. Diferente do CNPJ, que é federal e único, ela é emitida por cada estado, e uma empresa com operações em vários estados tem uma em cada um. Como cada Secretaria definiu a própria numeração, tamanho, prefixos e regra do dígito verificador mudam de um estado para outro.
De onde vêm as regras
A ferramenta segue os roteiros de crítica que o SINTEGRA publica para as 27 unidades da federação, com os pesos, o módulo, os casos especiais e um exemplo numérico de conferência. Os números gerados aqui passam nessa conta e servem apenas para teste. A inscrição de uma empresa de verdade só existe depois que a Secretaria da Fazenda a emite.
Como o dígito verificador é calculado
A regra mais comum usa módulo 11: cada dígito é multiplicado por um peso que vai de 9 até 2, os produtos são somados e o resto da divisão por 11 define o verificador. Resto 0 ou 1 vira dígito 0; qualquer outro resto vira 11 menos o resto. Ceará, Espírito Santo, Paraíba, Piauí, Santa Catarina e Sergipe usam exatamente isso sobre 8 dígitos, e Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Pará acrescentam um prefixo fixo.
Os demais estados variam o desenho:
| Estado | Formato | Diferença na regra |
|---|---|---|
| Acre, Distrito Federal | 13 dígitos | Dois verificadores, pesos 4 3 2 9 8 7 6 5 4 3 2 |
| Alagoas, Rio Grande do Norte | 9 dígitos | A soma é multiplicada por 10 antes do resto por 11 |
| Amapá | 9 dígitos | Soma um valor extra que depende da faixa do número |
| Bahia | 8 ou 9 dígitos | Módulo 10 ou 11 conforme o primeiro ou o segundo dígito |
| Minas Gerais | 13 dígitos | O primeiro verificador soma os algarismos dos produtos por 1 e 2 |
| Paraná | 10 dígitos | Dois verificadores com pesos 3 2 7 6 5 4 3 2 |
| Pernambuco | 9 ou 14 dígitos | Dois verificadores no formato atual, um no antigo |
| Rio de Janeiro | 8 dígitos | Pesos 2 7 6 5 4 3 2 |
| Rondônia | 9 ou 14 dígitos | Formatos de antes e de depois de 2000 |
| Roraima | 9 dígitos | Pesos de 1 a 8 e resto por 9 |
| São Paulo | 12 dígitos ou P e 12 | Verificadores na nona e na décima segunda posição |
| Tocantins | 11 dígitos | Terceira e quarta posições ficam fora da soma |
Trocar um único dígito quase sempre muda o resto e derruba o verificador. É por isso que a validação pega erro de digitação antes de a nota fiscal ser rejeitada.
O que a validação não responde
Ela não diz se a empresa existe, se está ativa ou qual é a razão social. Para isso, consulte o cadastro no SINTEGRA ou o site da Secretaria da Fazenda do estado. Tudo roda no seu navegador e nada é enviado a servidor nenhum.
Exemplos
#Testar o cadastro de fornecedores
Escolha São Paulo, gere 10 inscrições com pontuação e cole uma a uma no formulário. Se o sistema recusar alguma, a validação dele não está seguindo a regra do estado.
Conferir um número recebido por e-mail
Na aba Validar, escolha o estado do fornecedor e cole a inscrição que veio no cadastro. Um dígito trocado aparece na hora, antes de a nota fiscal ser rejeitada.
Popular um banco de homologação
Gere 50 inscrições de Minas Gerais sem pontuação e use no seed. Como todas fecham a conta dos dois dígitos verificadores, o importador não vai barrar nenhuma.